segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Bolicheira

(letra de Vaneira inscrita em festival de música nativista do Rio Grande do Sul)
(premiada como a mais popular)

certa feita num bochincho
mui embeleca e faceira
apresentou-se uma marca
batizada bolicheira

quando o indio abriu a gaita
tomou conta a polvadeira
ninguém mais quis o bugio
nem milonga, nem rancheira

sei de rengo que bailou
mui levado da casqueira
e nem as chinas mais feias
ficam pra trás na carreira

não há polca nem mazurca
nem mesmo valsa ligeira
seja xote ou limpa banco
nada bate a bolicheira

o fandango não acaba
nem com sol na cumeeira
quando a cordeona anuncia
esta tal de bolicheira

oigale-tchê coisa linda
marca especial de folheira
o povaréu se largando
no lombo desta vaneira

sei de rengo que bailou
mui levado da casqueira
e nem as chinas mais feias
ficam pra trás na carreira

não há polca nem mazurca
nem mesmo valsa ligeira
seja xote ou limpa banco
nada bate a bolicheira

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